Fazendeiro de MG Condenado por Atos de 8 de Janeiro

Fernando Junqueira Ferraz Filho, de Leopoldina, é sentenciado a 14 anos de prisão por envolvimento em eventos golpistas em Brasília.
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Justiça Define Pena para Fazendeiro de Leopoldina

O fazendeiro Fernando Junqueira Ferraz Filho, natural de Leopoldina, na Zona da Mata mineira, foi condenado a 14 anos de reclusão por sua participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. A decisão, que determina o cumprimento da pena em regime fechado, foi proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na última terça-feira (2).

Detalhes da Condenação

A sentença imposta a Fernando Junqueira inclui:

  • 12 anos e 6 meses de reclusão;
  • 1 ano e 6 meses de detenção;
  • 100 dias-multa, com cada dia equivalente a um terço do salário mínimo vigente.

A defesa do fazendeiro ainda não foi contatada pelo G1, e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que ele ainda não deu entrada no sistema prisional do estado.

Crimes e Valores a Pagar

De acordo com o STF, Fernando Junqueira foi condenado pelos seguintes crimes:

  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Golpe de Estado;
  • Deterioração de patrimônio tombado;
  • Associação criminosa armada.

Além da pena privativa de liberdade, o fazendeiro deverá arcar, juntamente com outros condenados, com R$ 30 milhões em danos morais coletivos.

Outros Casos na Região

A região da Zona da Mata tem registrado outras condenações relacionadas aos eventos de 8 de janeiro. Em outubro, Marcelo Araújo Bormevet, um ex-policial federal de Juiz de Fora, foi sentenciado pelo STF. Ele foi acusado de integrar um grupo criminoso que monitorava ilegalmente autoridades e disseminava notícias falsas através do sistema da Abin, contribuindo para os ataques.

Em junho, Robson Victor de Souza foi condenado a 14 anos de prisão pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada.

Já em fevereiro, Marcelo Eberle Motta, coordenador do movimento ‘Direita Vive’ de Juiz de Fora, recebeu uma pena de 17 anos de prisão em regime fechado pelos mesmos crimes.

Desde 2024, Joanita de Almeida cumpre 16 anos e 6 meses de prisão por participação nos atos antidemocráticos, e em 2023, Jaqueline Freitas Gimenez, acusada de invadir e depredar a sede dos Três Poderes, teve sua pena fixada em 17 anos de prisão.

Fonte da imagem: https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2025/12/08/fazendeiro-de-mg-e-condenado-a-14-anos-por-participacao-nos-atos-golpistas-de-8-de-janeiro.ghtml

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