Itaú Sob Investigação: Procon Alerta Para Impactos no Consumidor
A Agência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Juiz de Fora deu início a uma investigação preliminar para analisar o fechamento ‘acelerado’ de três agências do Itaú Unibanco S.A. na cidade. A medida, segundo o órgão, estaria ligada à busca por redução de custos e aumento da lucratividade, mas levanta sérias questões sobre a violação do Código de Defesa do Consumidor.
Exclusão Financeira: O Principal Alerta
Um dos maiores temores do Procon é a possível exclusão financeira de idosos e de pessoas que enfrentam dificuldades no acesso ou na familiaridade com as tecnologias digitais. A migração compulsória para canais online, sem o suporte adequado ou alternativas presenciais equivalentes, pode deixar uma parcela significativa da população desassistida.
Falta de Transparência e Diálogo
O Procon apontou uma série de preocupações em relação à postura do banco. Entre elas, destacam-se a falta de transparência e de diálogo com a comunidade local, a sobrecarga das agências que permanecem abertas – o que pode impactar diretamente a qualidade do atendimento presencial – e a baixa cooperação com o órgão, com cerca de 20% das notificações sem resposta. Além disso, o Itaú foi considerado ‘revel’ em 25 das 42 audiências realizadas entre agosto e outubro de 2025.
Prazos e Exigências do Procon
Diante do cenário, o Itaú foi notificado e tem um prazo de 10 dias para apresentar estudos detalhados, dados sobre os clientes afetados e justificativas para o fechamento das unidades. Mas as exigências não param por aí: em até 48 horas, a partir de terça-feira (27), o banco precisa adotar medidas reparatórias. Isso inclui a suspensão de novos fechamentos, a reabertura temporária das agências e a oferta de atendimento presencial alternativo.
O Procon é claro: o descumprimento dessas determinações pode configurar crime de desobediência, acarretando em sanções administrativas para a instituição financeira.
Fonte da imagem: G1