ECONOMIA É A MAIOR PREOCUPAÇÃO DO BRASILEIRO NAS ELEIÇÕES

Mais da metade dos brasileiros passou a considerar a economia como o principal problema do país em março, segundo dados da pesquisa Quaest/Genial divulgada nesta quarta-feira (16).

O número de entrevistados que se preocupava com o tema aumentou em 16 pontos percentuais: passou de 35% em fevereiro para 51% em março, em meio ao aumento de preços dos combustíveis e ao agravamento da crise econômica.

Em julho de 2021, a economia era citada por 28% dos brasileiros e ficava atrás da saúde (41%), puxada pela pandemia de Covid-19.

Agora, com o avanço da vacinação e a flexibilização de medidas sanitárias (como a dispensa do uso de máscaras em boa parte do país), a saúde é lembrada por 12% dos entrevistados.

Questões sociais foram citadas por 11% dos entrevistados, e a corrupção, que era um dos principais temas em 2018, por outros 10%.

A importância dada aos temas, porém, varia em relação à preferência dos eleitores por algum pré-candidato.

Entre os que declaram voto em Lula, as principais preocupações são questões sociais (60%); saúde/pandemia (48%); economia (47%); desemprego (47%) e corrupção (21%).

Já entre os eleitores de Bolsonaro, os principais problemas apontados foram corrupção (45%): saúde e pandemia (25%), economia (21%), desemprego (19%) e questões sociais (13%).

Metodologia

Esta edição da Quaest/Genial foi realizada por meio de entrevistas face a face com 2.000 entrevistados entre 10 e 13 de março de 2022, com pessoas de 16 anos ou mais de todas as regiões do país.

A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95%. Ou seja, se 100 pesquisas fossem realizadas, ao menos 95 apresentariam os mesmos resultados dentro desta margem.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06693/2022.

 

Prazos do calendário eleitoral

Com a proximidade de datas decisivas do calendário para as eleições de outubro, as movimentações políticas têm se intensificado, e a expectativa é que as próximas semanas sejam marcadas por novas definições do quadro eleitoral. Em 1º de abril, termina a janela para a troca de partido. No dia seguinte, prefeitos, governadores e ministros precisam deixar os cargos que ocupam se quiserem concorrer a um posto diferente nas eleições. Confira no episódio do E Tem Mais.

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