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Mais da metade de crianças e adolescentes está com vacinação incompleta
Ministério da Saúde declara 2016 como a menor cobertura vacinal dos últimos dez anos
Publicada em 13/09/2017, 15h21

Em coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira, o Ministério da Saúde anunciou que mais da metade (53%) de crianças e adolescentes estão com calendário de vacinação incompleto. A campanha para atualizar a imunização vai até o dia 22 deste mês, tendo o sábado como "Dia D". A cobertura vacinal do último ano foi considerada a menor dos últimos dez anos. A pasta alerta sobre os riscos da baixa cobertura vacinal.

Durante a Campanha de Multivacinação deste ano, que vai até o dia 22 deste mês, serão convocados mais de 47 milhões de crianças menores de 5 anos, crianças de 9 e também adolescentes de 10 a 15 anos incompletos para atualizarem o calendário vacinal.

Nos 12 dias de mobilização, 13 vacinas para crianças e oito para adolescentes estarão disponíveis. A campanha envolverá 36 mil postos fixos de vacinação e 350 mil profissionais de saúde. Além do envio de 143,9 milhões de doses de vacina de rotina, o Ministério da Saúde ainda distribuiu aos postos de saúde 14,8 milhões de doses extras de 15 vacinas para a campanha.

A pasta chama atenção para imunizar crianças e adolescentes contra doenças que ainda não estão eliminadas e, portanto, representam riscos para quem não estiver vacinado. Além disso, em complemento à campanha de Multivacinação, está planejado instituir um dia nacional de vacinação nas escolas.

“Pretendemos avançar ainda mais na conscientização dos pais para a importância da vacinação de crianças e adolescentes. A campanha que lançamos hoje reforça que todos os dias são dias de vacina. Só com essa conscientização é que a população brasileira estará protegida de uma série de doenças que são facilmente preveníeis apenas com vacinação,” enfatiza o ministro da Saúde Ricardo Barros.

 

COBERTURA VACINAL

As crianças somente estarão protegidas com calendário de vacinação em dia. Por isso, o Ministério quer, com a mobilização, reforçar o acesso às vacinas, alertando estados e municípios da importância de manter elevadas coberturas vacinais, evitando o reaparecimento de doenças já controladas ou mesmo eliminadas no país.

“Ao desagregar os dados, vemos bolsões, locais, com baixas coberturas. Se, ao longo dos anos isso persistir, corremos o risco de ver de volta doenças que já não existem mais no Brasil”, alertou Carla Domingues.

Dados sobre vacinação recomendada para crianças ao nascer ou menores de um ano, segundo Programa Nacional de Imunizações (PNI), apontam que 760 mil crianças ainda não foram vacinadas contra BCG; 950 mil contra hepatite B; 470 mil crianças contra pneumocócica e rotavírus.

Ainda para esse grupo, 240 mil crianças não foram imunizadas com a vacina de meningite C. A penta e poliomielite também apresentam grande número de crianças sem vacinação: 320 mil não vacinadas para a penta e 790 para polio.

Dentre as recomendadas para crianças de 1 ano, estão as vacinas tríplice, com 150 mil ainda por vacinar, pneumocócica, com 470 mil crianças por vacinar e meningite C com 180 mil crianças ainda não vacinadas. Para o grupo de vacinas recomendadas para crianças com 15 meses – hepatite A, DTP, Pólio e tríplice viral/Tetra – são 840 mil crianças sem vacina para hepatite A, 1,1 milhão para DTP, 800 mil para Pólio e 707 mil crianças sem vacina para tríplice viral.

A situação é mais crítica em adolescentes. Na meningocócica C, por exemplo, são 5,9 milhões de adolescentes de ambos os sexos na faixa de 12 e 13 anos ainda não se vacinaram. O mesmo ocorre na de HPV. São 73,6% das meninas de 9 a 15 anos vacinas com a primeira dose e apenas 47% com duas doses. Entre os meninos, 23,6% foram vacinados aos 12 e 13. Outra vacina para adolescentes com baixas coberturas é contra hepatite B. Em 2016, não foram vacinados 1,3 milhão de jovens.

 

fonte: g1

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