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Ministro da Saúde quer proibir refil de refrigerante em fast foods
Intenção é fazer valer medida a partir de acordos com estabelecimentos comerciais. Proposta ainda está em fase de análise, afirmou Ricardo Barros.
Publicada em 14/06/2017, 14h46

Ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou que quer proibir a venda de refil para refrigerantes em redes fast food do país. O anúncio foi feito nesta terça-feira (13) durante a assinatura de um acordo com as indústrias de alimentos para reduzir a quantidade de sódio e açúcar nos produtos.

 

"Vamos tentar um acordo. Mas se não der certo, tentamos pela legislação."

Segundo ele, este modelo de venda aumenta em 30% o consumo de refrigerantes. Uma lata de 350ml do líquido tem, em média, 25mg de sódio. As versões light e diet costumam conter quantidades ainda maiores.

De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares divulgada pelo ministério, o brasileiro consome 2,4 vezes mais sódio que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que é 5g por dia.

A meta do governo federal é retirar um total de 28,5 mil toneladas da substância dos alimentos industrializados até 2020. Por enquanto, o foco é reduzir o sódio em pães, bisnaguinhas e massas instantâneas.

Para reduzir o consumo, Barros apontou outras medidas consideradas inéditas no Brasil. Entre elas, a inclusão de dosadores em sachês de sal, com indicação das porções recomendadas para certos alimentos, e até a futura retirada dos saleiros das mesas de restaurantes e lanchonetes do país.

"O saleiro já é proibido em alguns países e é um caminho em que pretendemos avançar."

No entanto, o ministro não apresentou prazos para a aplicação efetiva das medidas. Segundo ele, as propostas ainda estão sendo avaliadas pela pasta.

Sódio

Mineral com função de equilibrar os líquidos corporais, o sódio também age na contração muscular, no fornecimento de energia ao organismo e até no ritmo cardíaco.

Quando consumido em excesso, no entanto, o sódio pode causar o aumento da pressão arterial, provocando hipertensão, doenças renais e ainda pode levar ao acidente vascular cerebral (AVC).

 

Fonte: G1

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