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Dólar opera em queda nesta quarta, próximo de R$ 3,25
Na terça-feira, o dólar recuou 0,23%, a R$ 3,2621 na venda.
Publicada em 31/05/2017, 16h32

O dólar opera em queda nesta quarta-feira (31), com o mercado ainda de olho nos desdobramentos da crise política envolvendo o governo de Michel Temer. O dia ainda é marcado pela formação da Ptax, taxa calculada pelo Banco Central no fim do mês, o que pode trazer alguma volatilidade à sessão.

Às 15h10, a moeda norte-americana caía 0,55%, a R$ 3,24 na venda. 

"Não tem fato novo, nem positivo nem negativo, daí a formação da Ptax se sobressair", afirmou à Reuters o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva.

 

No Brasil

 

A crise política seguia o radar dos investidores, que aguardam novidades para ajustar suas posições. A expectativa era pela decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que na próxima segunda-feira deve julgar eventual cassação da chapa Dilma Rousseff-Temer para as eleições de 2014.

Temer é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes, entre outros, de corrupção passiva após delações de executivos do grupo J&F. Segundo a Reuters, muitos no mercado acreditam que ele não vai continuar na presidência, mas ao mesmo tempo que quem o substituir vai continuar com a agenda de reformas.

"No caso de o desfecho for Temer continuar no cargo, é preciso ver as implicações no fiscal", afirmou à agência o operador da corretora H.Commcor, Cleber Alessie Machado.

Os investidores repercutem ainda a divulgação da taxa de desemprego, que encerrou o trimestre terminado em abril em 13,6%. Segundo relatório da área de análise da XP Investimentos, o resultado veio abaixo do previsto pelo mercado.

 

Cenário externo

 

No exterior, o mercado repercute indicadores positivos do mercado de trabalho na zona do euro e pesquisas indicando que o partido de Theresa May deve se enfraquecer nas eleições no Reino Unido, segundo relatório da área de análise da XP Investimentos. O dia também é marcado por queda nos preços do petróleo, com investidores duvidando da capacidade de acordo da Opep de segurar a oferta da commodity.

 

Fonte: G1

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