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Dólar opera em queda, em meio à crise política e de olho em reformas
Na véspera, a moeda subiu 0,59%, cotada a R$ 3,2763 na venda, depois de fechar a semana passada em 4,26%.
23/05/2017, 16h55- Atualizado em 15/07/2017, 07h10

O dólar opera em queda nesta terça-feira (23) após acumular alta nos últimos dias, diante das denúncias envolvendo o presidente Michel Temer e refletindo esforços do governo para conter a crise política.

Às 15h49, a moeda norte-americana caia 0,32%, vendida a R$ 3,2656. 

"A tendência do dólar segue indefinida, podendo voltar a subir fortemente se a crise envolvendo o presidente Michel Temer se estender por muito tempo", disse à Reuters o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik.

O Banco Central realiza nesta sessão o último dos três leilões de 40 mil contratos de novos swaps cambiais tradicionais (que correspondem à venda futura de dólares), anunciados para tentar reduzir a volatilidade no câmbio.

O BC ainda fará leilão de até 8 mil swaps para rolagem dos contratos com vencimento em junho. A autoridade monetária destaca que "permanece atento às condições de mercado e, sempre que julgar necessário, poderá realizar operações adicionais de swap".

Na véspera, a divisa teve valorização de 0,59%, e fechou cotada a R$ 3,2763 na venda, também com intervenção do Banco Central. Na semana passada, a alta acumulada foi de 4,26%.

Ainda no dia anterior, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) colocou a nota de risco soberano do Brasil em observação negativa, mantendo a nota de crédito do país em moeda estrangeira e local em “BB” - dois patamares abaixo do grau de investimento (selo de bom pagador). Isso significa que a nota brasileira pode ser reduzida nos próximos três meses.

Incertezas

O mercado segue receoso quanto à permanência do presidente Michel Temer no cargo e à aprovação das reformas, em especial a da Previdência, determinantes para a retomada da economia.

Na segunda (22), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, admitiu que a crise política pode atrasar a aprovação da reforma da Previdência, noticiou a colunista do G1 Thais Herédia. O atraso, segundo ele, seria de algumas semanas.

Porém, o governo trabalha para tentar avançar sua pauta econômica no Congresso.

No Senado, a Comissão de Assuntos Econômicos analisa a proposta da reforma trabalhista. O relator do projeto na comissão, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), disse que vai apresentar o parecer sobre o texto ainda nesta-feira.

Além disso, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), informou no dia anterior que a Casa deve começar a discutir e votar o projeto de reforma da Previdência entre 5 e 12 de junho.

Relembre o caso

O Supremo Tribunal Federal (STF) aguarda a conclusão da perícia no áudio gravado por Joesley Batista, dono da JBS, para julgar o pedido de Temer para suspender o inquérito contra ele. O presidente é investigado por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da Justiça

Os advogados do presidente, porém, dizem que os áudios são "imprestáveis" e que não veem mais necessidade da suspensão. Eles afirmam que preferem que a investigação continue para "provar a inocência" de Temer.

Fonte: G1

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