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'Cristo Redentor' vai abrir seus braços na orla do Leme, no Rio
Réplica de 3,80 metros vai abrir fase internacional da campanha de doações.
Publicada em 18/04/2017, 14h58

Que o Rio de Janeiro é lindo e continua sendo, ninguém tem dúvidas. Mas a partir de maio – em data ainda não definida - vai ganhar um detalhe ainda mais especial: o Cristo Redentor que tem seus “braços abertos sobre a Guanabara”, vai descer o Corcovado e se instalar na Praia do Leme, na Zona Sul da cidade. Ou melhor, uma réplica da estátua que é uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno vai guardar um quiosque e atrair cariocas e turistas para uma causa nobre: arrecadar doações para a manutenção não só do monumento, mas principalmente das ações sociais e culturais promovidas pelo santuário.

“Mais do que um ponto turístico, o Cristo Redentor tem um simbolismo e uma força muito grandes. É como se ele descesse de seu pedestal no alto do morro para ir ao encontro das demais sociais da cidade. Ele vai estar muito mais próximo das pessoas”, explicou o vigário episcopal para a comunicação e cultura da Arquidiocese do Rio, padre Marcos William.

A estátua, de 3,80 metros – dez vezes menor que a original – levou um mês e meio para ser confeccionada, e é desmontável. Ela foi construída com uma fibra especial e tem uma estrutura de aço para poder aguentar intempéries como ventos fortes, chuva, sol escaldante e até a ação da maresia. Padre Marcos destaca que ela está pronta e foi feita por artesãos da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis.

“É uma réplica perfeita, que respeita todos os detalhes do Redentor considerada a mais perfeita representação de Cristo em seus traços e feições. A réplica é única no Brasil e vai abrilhantar ainda mais a orla do Leme, um lugar bucólico, ao lado de outro grande ponto de destaque da cidade que é a Princesinha do Mar (Copacabana). Vai estar mais perto de toda a gente e vai ser uma correspondente do Redentor. Ou seja, quando o Corcovado receber uma iluminação especial, por exemplo, ela se repetirá no Leme”, contou o padre lembrando que outras réplicas foram levadas para Roma, Paris e Lisboa.

A intensão de instalar a estátua do Cristo na orla, segundo o padre, foi uma maneira que os empresários encontraram de colaborar com a campanha de doações para a manutenção do santuário, criada em 2016. Ele conta que em dezembro, em conversa com o empresário João Barreto, do Orla Rio, surgiu a ideia de intensificar a ações do grupo de Amigos de Cristo, Amigos de Fé. E o Orla Rio cedeu o espaço, como divulgou o jornal O Globo, ao lado de um quiosque na praia, para a colocação da réplica.

Ou seja, vai ser instalada ao lado do quiosque Divo, em à Rua Martin Afonso. E vai ser mais um atrativo para o quiosque que terá projeto da arquiteta Ana Couto e cardápio preparado pelo chef Thiago Trevizani. O quiosque vai ser inaugurado no início de maio, antes da instalação da estátua.

“O Cristo não é só um símbolo religioso, mas um ponto turístico e de ações sociais de grande importância para a cidade e seus habitantes”, disse o empresário Rolf Machado, um dos participantes do grupo que está viabilizando a iniciativa.

No quiosque não haverá cobrança de ingressos. Machado diz que ele vai funcionar como um quiosque normal, com venda de comida e bebida, mas que parte do lucro vai ser destinado à Arquidiocese do Rio para ajudar na conservação do Cristo e das ações sociais e culturais do santuário. O santuário apoia, por exemplo, a Casa Mello Mattos, que cuida de crianças da Rocinha, vítimas de violência.

“Além de comer e beber, as pessoas também vão poder tirar fotos, selfies de graça com a réplica. Também estamos pensando em instalar no quiosque um totem com o site Amigos do Redentor para que as pessoas também possam fazer suas doações”, detalhou o empresário.

Padre Marcos informa ainda que a instalação da estátua na orla vai marcar a segunda fase da campanha Amigos do Redentor, que vai abrir espaço para doações internacionais para ajudar nos projetos do santuário. A manutenção do Cristo Redentor consome por ano R$ 5 milhões, sendo R$ 3 milhões para conservação do monumento, R$ 1 milhão para as ações sociais e culturais e R$ 1 milhão para o sistema de comunicação do santuário. A Arquidiocese não recebe nada da venda de ingressos e de transportes, que vão respectivamente para o Parque Nacional da Tijuca e para o Trem do Corcovado.

 

Fonte: G1

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