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“Já surtiram efeito”, diz professor que participou de manifestações em Três Rios
“...não há quem não tenha parado pra refletir sobre a situação política do nosso país naqueles dias, em todas as esferas...”
30/08/2013, 11h38- Atualizado em 02/09/2013, 16h28
Fabrício participou ativamente em uma das manifestações (Frederico Nogueira/Revista On)

Durante a cobertura das manifestações populares que ocorreram em Três Rios, um rosto chamou a atenção e se destacava nas imagens. A bandeira do Brasil sempre estava nas mãos ou envolvendo o corpo. Para ele, os atos foram grandes marcos da história do país e de Três Rios, não só por ideologia, mas por achar que indo para rua exerceria sua cidadania plenamente. Junto com ele foram os amigos, família e alunos. Fabrício Malavasi Corrêa da Silva tem 36 anos, é casado, pai e professor. Na entrevista a seguir, ele fala sobre a carreira e opina sobre sociedade, política e resultados das manifestações.  “Percebi que os políticos não deram a devida importância e atenção ao que ocorreu em nosso município“, cita e uma das respostas.

Quem é o Fabrício?

Fabrício Malavasi Corrêa - Professor por profissão, músico por hobby, escritor por puro atrevimento! Livre pensador, admirador da arte, do belo, da expressão espontânea. Crítico - ciente, porém, que também sou potencial alvo. Cristão sem rótulo denominacional, cidadão sem partido político. Namorado, marido e amante (da minha Renatinha), pai sem reservas em amor incondicional e plena devoção (da minha Lavínia) - família! Dos amigos, o melhor. Alpinista existencial, buscando a disciplina e o auto-conhecimento. Satisfaço-me na profissão, me consolo na música, divago na escrita, me renovo em amor na família, descanso em Cristo e me divirto com meus amigos. Em mim, o dom de ser - mais para o outro que pra mim mesmo. Assim foi, assim é e que assim seja!

Por que optou ser professor de história?

Fabrício Malavasi Corrêa - Depois de concluir o Ensino Médio, passei um longo período afastado dos estudos, da sala de aula. Nesse período me dediquei ao trabalho e à religião. Devido ao 

interesse religioso tive oportunidade de fazer um curso de Teologia, e ao concluí-lo percebi o quão interessado em história eu havia me tornado. Vi que havia ainda questionamentos que eu precisava buscar elucidação e assuntos que necessitava de aprofundamento nos conteúdos. Foi aí, em meio a essa inquietação, que propus a estudar e tornar-me um professor dessa disciplina, dedicando-me sistematicamente aos estudos acadêmicos. Também pelo fato de depois ter me tornado professor de estudos bíblicos, me familiarizei muito com o ambiente de sala de aula, com a atividade de ensino-aprendizagem. Assim, com muita convicção do que queria, iniciei meus estudos, graduando-me na Fundação Dom André Arco Verde, em Valença. Em 2012 tive a honra de migrar para a área de Educação, da qual jamais pretendo sair.

Como desenvolver o senso crítico social para seus alunos? A seu ver, alunos de diferentes classes sociais conseguem sentir a desigualdade? Como você trabalha isso neles?

Fabrício Malavasi Corrêa - Quando observo os adolescentes e os jovens, em linhas gerais, percebo que estão cada vez mais sendo bombardeados por uma tecnologia de ponta, em contato com aparelhos modernos, de recursos cada vez mais completos e complexos, todavia, uma vez usuários de tais ferramentas, imergem em um universo que os induz quase que exclusivamente ao entretenimento e à diversão. Num frenesi incontrolável, se dedicam quase que religiosamente às redes sociais e ao mundo dos games. Isso, de certa forma me preocupa! Ver uma juventude distraída, desapercebida da realidade do País, do Estado, do Município, do “mundo real”. A sociedade clamando por soluções, enquanto um exército que dispõe de um arsenal de alto potencial tecnológico torna-se apaticamente refém da distração e do entretenimento. E é aí que eu, como professor, procuro agir - como uma espécie de “despertador”, impactando-os com a realidade! Em nossos encontros, busco conscientizá-los que apesar de toda tecnologia à nossa disposição, nós nãos somos personagens de games, muito menos nossos contatos se restringem ao mundo virtual, ou mesmo a questão do lixo no nosso planeta, que não se resolve com um simples “delete”, como no virtual, mas é algo que requer consciência e atitude. Transmito à eles que somos sim, pessoas envolvidas num contexto social no qual podemos atuar como agentes de mudanças, parafraseando Gandhi, “sendo no mundo a mudança que queremos ver”. Assim, em cada oportunidade, seja pelo eixo temático dos 

conteúdos de um livro didático, seja por uma questão levantada durante a aula, encontro oportunidade de dialogar com eles. Acredito que dessa forma, tentando mostrar-lhes que a nossa realidade é muito mais dura do que o dia-a-dia de uma “casa de Big Brother” ou os encantos prazerosos de uma famosa “Fazenda”, e que os problemas da nossa sociedade não são apenas piadas de mau gosto, como alguns programas de TV costumam retratar. Negativismo à parte, estamos inseridos numa sociedade que é mentalmente condicionada por uma “grande mídia” que sabe e consegue manipular a opinião pública, e que tendenciosamente relativiza valores, transformando em “heróis” pessoas que são ícones de uma conduta totalmente questionáveis. Chega a ser revoltante vermos que os holofotes e microfones muitas vezes encontram-se à disposição de pessoas que desprezam a cultura, que ignoraram a vida inteira a dedicação aos estudos, que constantemente sapateiam sobre a ética, a moral e os valores, em ironia e deboche do cidadão, do trabalhador, do eleitor. Por isso há um maciço descrédito no que se refere à política e também muitas críticas à religião (de maneira abrangente), pois é explícita a forma irresponsável que seus representantes tratam essas instituições. E diante disso tudo, não podemos cruzar os braços, como educadores, e conformar com o caos. Creio que é justamente aí que há a necessidade de cavarmos um espaço voltado para a produção de um conhecimento não apenas cumulativo e teórico, mas que conteste essa justamente essa massificação, em ações. E na minha visão o ambiente escolar, é uma ótima oportunidade que temos de despertar nossos adolescentes e jovens para essa realidade da vida, estimulando-os e conscientizando-os de seu papel no contexto social. Despertá-los da distração da modernidade e tecnologia, de um conformismo dado em doses homeopáticas, e provocar neles um espírito investigativo, questionador, pesquisador, crítico.

De certo modo, as matérias que leciono me favorecem e muito na construção desse diálogo com eles, pois além de História, trabalho com algumas escolas também com Formação Humana Cristã, cuja proposta de conteúdo que desenvolvo aborda temas que podem ser discutidos num viés filosófico, sociológico, histórico e até mesmo teológico. Não se trata de um sistemático Ensino Religioso (tal qual um Catecismo Católico ou uma EBD – Escola Bíblica Dominical, conforme praticada por Denominações Evangélicas), pois o objetivo dessa disciplina não é recrutar uns novos adeptos a um determinado segmento ou grupo religioso, mas sim mostra-los que determinados valores e conceitos do cristianismo (Bíblico), são totalmente praticáveis e úteis à nossa sociedade, e que os mesmos podem ser percebidos não apenas como um dogma religioso, de teor místico e espiritual, mas também práticos, sem alegorizar a literalidade dos fatos bíblicos que se enquadram nesse ensino. Apenas pra efeito de exemplo, enquanto num ambiente religioso sabe-se que é dito em homilias (pregações/sermões) que o “pão” é o tipo da “palavra de Deus” que alimenta a alma do homem, eu procuro mostrar-lhes que num contexto social de auxílio a um necessitado, o “pão” é igual ao PÃO mesmo, que pode e vai saciar a fome de um desfavorecido. E aí o assunto desdobra-se, podendo ser discutido a questão de moradores de rua, assistencialismo, prática de caridade, exclusão social, etc... E assim um leque de assuntos são abordados nessa disciplina.

Conversando com essa moçada, percebo que a grande maioria está “antenada” nos fatos. Não estão alienados, pelo contrário. Muitas vezes vejo que alguns não tinham até então era a oportunidade de dizer o que achavam ou o que pensavam. E assim, seja discutindo História, ou mesmo debatendo assuntos de Formação Humana Cristã, procuro sempre “linkar” a explicação ou o papo a uma aplicação no presente tempo ou mesmo uma simples comparação (sem ser anacrônico, em se tratando de História), para parâmetro e discussão. Com isso há debates, interação, e a aula se torna mais atraente, mediante a participação deles. E apesar de serem alunos da eede particular (pois leciono em três escolas), temos diferentes classes sociais numa turma, e ainda assim, quando surge um assunto dessa natureza noto que praticamente todos eles têm essa percepção do cenário que eles próprios estão inseridos, bem como de uma visão mais geral do país ou do mundo. Sabem das carências, das necessidades, da desigualdade social e de oportunidades, porém, questionam, sugerem, opinam.

Voltando ao assunto, a evolução tecnológica é uma realidade, da qual não podemos sequer cogitar de negá-la, pois geraria em nós um atraso, ou mesmo um retrocesso irreversível. Sendo essencial ao nosso mundo globalizado, e obviamente aos nossos estudantes, o ideal é trabalhar com essa garotada para que tenham habilidade em utilizar tudo isso a seu favor, e assim tornarem-se úteis à nossa sociedade – dentro e fora da sala de aula, na vida! Eu mesmo sempre estou lançando mãos desses recursos, aprimorando os conhecimentos, ou mesmo como um usuário de redes sociais, me comunicando com amigos, familiares e até meus próprios alunos, que estão sempre em contato comigo ali, porém, consciente de que a vida não se resume naquilo, e que enquanto ali, podemos também ser provocadores de reflexões, críticas e ações, para que o tempo de uso seja proveitoso.

Eu acredito que uma maneira eficaz de desenvolver esse tão almejado “senso crítico social” nos alunos seria estimulando-os a participarem dessa realidade como agentes ativos, e não como meros coadjuvantes, passivos, telespectadores. Um exemplo disso foi a recente participação dos Movimentos de Junho. No mês que antecedeu as Manifestações eu tinha trabalhado muito com minhas turmas sobre “Consciência Política”, justamente por conta de um tema de Formação Humana Cristã, no qual o cerne era “dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”, conforme Evangelho de Mateus 22:16-22. Sob esse eixo desenvolvemos produtivos debates e atividades sobre o exercício da cidadania, no âmbito da política local ou geral, conscientizando que mesmo os de menor idade entre eles poderiam e deveriam estar interessados nas ações políticas que refletem diretamente sobre a vida de seus pais, seus familiares e amigos. E tão logo concluímos aquele estudo começaram as Manifestações em nosso país. Motivado também então recente objeto de estudo nosso, resolvi participar do Movimento, imbuído no idealismo, de um Brasil melhor, mais justo, onde nossos governantes notassem através daquelas ações nossas insatisfações e anseios, expressadas em cartazes e gritos. E muitos dos meus alunos foram comigo às ruas, não numa atitude irresponsável de baderna, de algazarra, mas conscientes do que estávamos fazendo ali, agindo de forma legítima, como cidadãos que “não se acovardaram quando deveriam ter protestado”, parafraseando dessa vez Lincoln.

Percebo que é assim que as ações nascem, principiando num simples diálogo na sala de aula, no comentário de um parágrafo de um livro didático, através do relato de um aluno sobre um fato ocorrido em sua casa, em sua rua, visto no jornal, na internet, enfim, bastamos nós, mediadores do ensino, termos a sensibilidade de perceber a oportunidade que sempre nos é dada para provocar neles esse famigerado pensamento ou senso crítico!

 

As manifestações foram um grande marco na história do país. Você acha que elas vão refletir em Três Rios? Por que decidiu participar e levar os alunos?  Você se sente parte da história? Acredita que depois das manifestações as pessoas [sobretudo os jovens] vão votar melhor e aumentar a consciência política?

Fabrício Malavasi Corrêa - Acredito que as manifestações já surtiram efeito aqui em nossa cidade, pelo seguinte: não há quem não tenha parado pra refletir sobre a situação política do nosso país naqueles dias, em todas as esferas. E não apenas o povo refletiu. Enquanto os protestos ocorriam, políticos e assessores reclusos também pensavam. E viram, talvez sem crer num primeiro momento, que há gente com coragem de sair às ruas para encarar um sistema que durante vários anos considerou-se inabalável. O povo nas ruas demonstrou força, demonstrou união, e isso move uma nação. Considerei muito legítimos aqueles primeiros protestos, onde havia um genuíno sentimento patriótico de clamar por justiça social, repudiando a corrupção e a politicagem, num movimento apartidário, do povo, pelo povo, para o povo! Foi uma coisa contagiante, dentro e fora do país! Dias depois dessa última Manifestação ocorrida em Três Rios (do dia 20/06), soube que um grupo de pessoas estiveram na Câmara de Vereadores do nosso município, e que esse mesmo grupo têm buscado acompanhar os andamentos de assuntos do nosso Legislativo, de interesses da população. Considero isso já um reflexo à curto prazo, porém há mais que precisa ser feito, em todos os níveis. Os resultados virão à médio e longo prazo, com certeza.

Como abordamos esse assunto, “Protestos em Três Rios”, quero fazer uma ressalva: percebi que tanto a mídia local quanto os políticos não deram a devida importância e atenção ao que ocorreu em nosso município, pelo contrário, no dia seguinte do Protesto do dia 20/06, eu ouvindo uma rádio local, pude perceber como falavam do evento com ironia e desdém, de certo modo até mesmo ridicularizando a atitude dos trirrienses que aderiram à causa. Lamentável.

Não ressaltaram em momento nenhum o fato de que mais de 1000 pessoas estavam ali reunidas em protestos, percorrendo as ruas do centro da nossa cidade, sem nem mesmo um carro de som para guia-los, apenas no “gó-gó”, transitando por entre lojas e veículos particulares ou de empresas privadas, e não ter ocorrido nenhuma avaria, nenhum dano ou prejuízo material, nenhum incidente, não ter havido um único episódio de violência, de agressão, de depredação do patrimônio público, de desrespeito às autoridades policiais ali presentes. Crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos, famílias, todos ali comungando de um mesmo ideal, por um país melhor, somando nosso grito aos milhares de brasileiros que naquela ocasião faziam o mesmo que nós de norte a sul, nas capitais ou no interior, objetivando repudiar a PEC 037 (e fomos ouvidos!). Estranho é que nos microfones das rádios e tvs da cidade, foi dada muito pouca ou nenhuma importância a tal acontecimento. A sensação que eu tive é que alguns desses críticos do Movimento se frustraram, pois esses mesmos tinham plena convicção de que haveria na passeata atos de baderna, vandalismo, quebra-quebra, e que na verdade nada disso ocorreu. Apesar de eu não ter visto ou ouvido da parte desses nenhum tipo de elogio ao povo que fez história naquele dia, aproveito a ocasião para prestar o meu mais profundo respeito a esses cidadãos trirriense, brasileiros, que demonstraram para as grandes capitais do nosso país, que é possível protestar, manifestar-se, de maneira ordeira e pacífica, consciente!

Ainda bem que alguns veículos de comunicação (Revista On, Globo.com, Folha Popular, Entre-Rios Jornal) noticiaram esse ocorrido, senão passaria em branco por aqui. Me questiono por que a imprensa televisiva e de rádio local que cobrem tantas festas, bailes, shows de exposições, de danças, etc, não fez questão nenhuma de acompanhar um momento tão importante na história do país e do município... Por quê?

Quando resolvi participar dos protestos, o fiz motivado pelo sentimento de indignação diante de uma acomodação não apenas minha, mas de muitos, arrastada por muitos anos. Pessoas sempre reclamando, mas que não se levantavam da cadeira. A hora havia chegado, de darmos um recado aos nossos governantes!

Eu soube por um acaso do protesto que aconteceria no dia 17/06. Fui sozinho pra a Praça São Sebastião, onde um grupo concentrava-se, achando inclusive que encontraria algum conhecido, porém no dia dessa primeira Manifestação (estimada pela nossa guarda Municipal em 500 participantes), eu não vi nenhum conhecido meu ali. Mesmo assim entrosei-me com algumas pessoas, tive a oportunidade de discursar rapidamente sobre uma daquelas lixeiras de concreto no Calçadão da Walter Francklin, junto com outros jovens, sobre a motivação daquele ato e da necessidade de adesão popular. Assim me envolvi de vez na causa. Depois, em contato com o pessoal da Rural (UFRRJ), me inteirei melhor sobre a grande Manifestação do dia 20, e dessa feita motivei muitos alunos e amigos meus que fossem comigo, para que percebessem que não apenas estudamos história em livros ou documentários de tvs, mas que podemos sim, fazer história com nossas atitudes! Ajudei a coordenar aquela moçada, com a mesma preocupação que o fiz com a minha família que estava lá (minha esposa e minha filha de 5 aninhos). Confesso que até me surpreendi com a maturidade e seriedade com que todos ali (em especial, meus alunos que participaram), encararam aquele evento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Graças a Deus tudo ocorreu como deveria, e os registros feitos do evento falam por si (inúmeras fotos e vídeos divulgados na internet, e matérias em alguns sites e blogs). Enquanto alguns municípios contabilizaram prejuízos e destruição, nenhuma vidraça sequer de uma loja ou mesmo da nossa prefeitura (onde o protesto se encerrou) foi depredada por ação dos participantes.

Aquele “abraço” na Praça coroou a participação popular, num ato simbólico, onde o povo de mãos dadas, ou seja, unidos, estavam abraçando o símbolo da nossa cidade, a Praça são Sebastião, o que nos levava a entender que estávamos ali, nas ruas, pra somar, unidos, pelo nosso país, pela nossa cidade. Também a participação dos manifestantes discursando sobre o Coreto da Praça da Autonomia foi de grande significância, devido à importância do local e simbolismo do monumento.

Naquele dia eu tive o privilégio de conhecer pessoas de fibra, de garra, pude abraçar desconhecidos, reencontrar amigos, apertar as mãos de muita gente que talvez eu nunca mais converse de novo por falta de oportunidade - foi um momento ímpar! Creio que não apenas pra mim.

E ainda que algum crítico diga que não tenha havido significância, digo com conhecimento de causa que, a História é “o estudo do homem (e suas ações) no tempo” (conforme Marc Bloch)! E sendo assim, aqueles eventos fizeram história pra quem teve a ousadia de estar lá naquele dia, e é por esse(s) mesmo(s) indivíduo(s), que a História acaba sendo feita e escrita.

Acredito que nosso povo hoje tem uma consciência de que pode e tem condição de levantar-se da cadeira, da poltrona, e se fazer ouvir pelas autoridades competentes. Basta ter atitude e foco, objetividade! Força associada a inteligência! Creio que todos que participaram desse movimento, mas principalmente essa geração mais nova, vai desenvolver e já está, esse compromisso de cidadania, de eleitor consciente, de brasileiro, com orgulho de sê-lo!

Há muito a ser feito, óbvio, mas já demos os primeiros passos, e fico feliz por estado lá com todos eles!

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